Kits

Published on setembro 3rd, 2014 | by Luciano Billotta

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Quais as diferenças entre Diecast e Plastimodelo?

Existem algumas diferenças entre réplicas que já vêm prontas (chamadas comumente de diecast) e os kits para montar. Para quem já possui experiência no mundo do plastimodelismo, intuitivamente já as conhece e nesse post quero deixar explícitas as principais diferenças entre cada uma das vertentes do colecionismo. Mas antes disso quero explicar (para você que não conhece) o que são as miniaturas diecast.

Diecast

É o processo fabril de se produzir peças metálicas, injetando metal líquido em alta pressão dentro de moldes. Esse procedimento é reconhecido por conseguir replicar peças com boa exatidão geométrica (importantíssimo para o mercado automobilístico, naval e aeronáutico). Com o barateio desse processo ao longo do tempo, passou a ser aplicado também na reprodução de miniaturas e assim as réplicas ficaram conhecidas pelo termo diecast.

No mundo do modelismo, existem diecasts de diversos temas e escalas, e os mais comuns de se encontrar no mercado são os carros e caminhões nas escalas de 1/64 (os famosos Hotwheels, embora não sigam as regras de escala 100% à risca). Há, também diversas outras escalas no mercado, como a 1/285, 1/87 (HO), 1/43, 1/32, 1/24, 1/18 e até 1/6.  Gosto muito de acompanhar um grupo no Facebook dedicado às miniaturas na escala 1/18, caso se interesse siga você também.

E voltando ao tópico inicial do post: Quais as principais diferenças entre um diecast e um plastimodelo?

Diecast X Plastimodelo

Deixo claro que não tenho nada contra diecast, eu gosto dos carros produzidos na escala 1/18, tenho amigos fãs da escala 1/43, participo dos encontros dos fãs de Hotwheels e acompanho o grupo que mencionei acima. A intenção desse post é contar as experiências do ponto de vista de quem gosta de diecast e que também pratica o plastimodelismo. Caso encontre algo que não concorde ou deseja contribuir com o texto, você é mais que bem-vindo para comentar. 🙂

diecast_ferrari

Modelo diecast da Ferrari 250 Testarossa. Fonte: www.diecast.org

Tempo

Certamente esse ponto é uma vantagem para quem adquire um diecast: o tempo de espera geralmente é somente o da entrega pelos Correios ou de chegar em casa (comprando em uma loja física) para colocá-lo no local de exibição e contemplá-lo. No plastimodelismo, além do tempo para o kit chegar em casa, ainda levará mais um tempo para ter o seu kit montado apropriadamente. Mas esse tempo de montagem nos kits traz outras vantagens que já foram discutidas em outro post nosso.

Customização

No plastimodelismo, é possível pegar peças de outros kits e também acrescentar ou retirar peças da montagem para que a miniatura fique do jeito que você deseja e/ou mais fiel ao objeto representado. Além da possibilidade de se fazer pinturas ao seu gosto (com tintas especiais de efeito metalizado, flake e/ou candy), há a chance de utilizar uma gama extensa de decalques para customizar ainda mais o kit.

Com o diecast, o modelista infelizmente fica bastante limitado ao que vem de fábrica, tendo apenas liberdade para aplicar técnicas de customização geralmente no interior de carros e caminhões e na pintura exterior (serrar e adicionar peças é muito menos prático em uma miniatura de metal do que em um kit de plástico). Se você é colecionador e pratica essas técnicas de customização, esse é um indício de que está se desafiando para tornar a sua réplica mais fiel ao objeto original (ou única) e certamente se dará muito bem montando kits! 😉

ferrari_plasti

Plastimodelo da Ferrari 250 Testarossa, repare os detalhes mais ricos em comparação ao diecast.

Detalhes gravados

Esse é o ponto em que as diferenças entre o diecast e o plastimodelo começam a ficar gritantes. A técnica de moldar as peças em metal, apesar de trazer precisão e de ser prática em escala industrial, não consegue reproduzir um objeto com todos os seus ricos detalhes. Por isso muitos modelistas que começam a se interessar em reproduzir mais detalhes das miniaturas, começam a praticar o plastimodelismo.

Em modelos de plástico, a riqueza de detalhes costuma ser muito maior de fábrica, sendo possível encontrar kits que reproduzem: motores, cabeamentos, cintos, engrenagens/polias e muito mais. Além disso, um kit montado se apresenta visivelmente melhor devido ao encaixe entre as peças, não aparecendo os vãos e buracos de parafusos que o diecast apresenta (bem como marcas de solda e desalinhamentos).

O realismo fica ainda maior quando aplicado as técnicas de pintura com efeito de desgaste, dando à réplica o efeito de intemperismos, como: ferrugem, vazamentos, acúmulo de umidade e outros.

Conclusão

O modelismo é um hobby sensacional e é muito gostoso curtir as miniaturas, sejam modelos próprios ou de outros colegas, não importando se são diecast ou de plástico/resina.

Provavelmente para você que busca um melhor detalhamento e realismo, o caminho do plastimodelismo se apresenta como sendo quase natural, pois certamente elas dão mais liberdade para que os projetos se tornem mais fieis.

Espero que tenha gostado do post.

Até mais.

Fonte:

Fundição Injetada (Wikipedia)

Die-Cast (Wikipedia)


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About the Author

Engenheiro e Mestre em Eng. Elétrica, Empreendedor, Gestor e Coach fascinado pelo mundo do Empreendedorismo e Gestão Empresarial. Trabalha há mais de um ano com Empreendedorismo Digital e é um dos fundadores da Usina dos Kits.



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