Técnicas weathering

Published on julho 31st, 2017 | by ES1

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Weathering – Técnicas avançadas

Na primeira parte dessa série, falamos da base sobre a química de produtos de weathering para modelos, tintas e vernizes e como esses não podem combinar entre si(especialmente os vernizes com os produtos de evelhecimento).

Na segunda parte, foi falado sobre algumas formas de weathering. Faltavam algumas técnicas mais “hardcore” que serão abordadas agora. Aperte os cintos!

Chipping

Aeronaves japonesas da IIGM são famosas por sofrer descamação de suas pinturas e são alvos obrigatórios praticamente do chipping, como se vê nesse N1K1

O chipping nada mais é que o descascamento da pintura, exibindo camadas inferiores de tinta, primer, ou mesmo, do material que o objeto é feito. Há várias soluções para isso: desde o uso de esponjas com tinta, passando por spray de laquê capilar ou até mesmo sal grosso, opções não faltam para fazer o efeito de descascamento e há inclusive produtos específicos para reprodução desse tipo de weathering.

Além de veículos militares e construções, carros de competição são ótimas plataformas para sofrer descascados, já que eles sofrem muito contato e são propensos a arranhões e toda a sorte de incidentes em competições, especialmente amadores.

Qual verniz usar? À grosso modo, tanto faz. Não obstantemente, é mais interessante usar um verniz brilhante ou acetinado para facilitar o descasque. Embora seja possível remover a tinta aplicada sobre verniz fosco, a aderência maior que esse tipo de superfície gera na tinta pode tornar o processo desnecessariamente custoso e demorado. Ao fim, você pode obter manchas em vez de riscos suaves. Teste cada base para descobrir os resultados que cada base envernizada proporciona para se decidir melhor sobre como proceder em modelos futuros.

Deposits

Blindados que operaram no verão do Ostfront são ideais para se usar o acúmulo de poeira. É possível criar depósitos de qualquer substância, como lodo, ferrugem e neve, ficando a critério do modelista.

O nome é meio auto-explicativo, pois trata de um acúmulo comumente visto em painéis e em protuberâncias de estruturas e veículos. E o que se acumula? Bom, pode acumular de tudo, desde poeira, até lodo ou ferrugem, dependendo do que se representa. Esse acúmulo é causado por partículas em suspensão que vão se juntando em determinados pontos das carrocerias/estruturas.

M3 75mmGMC(provavelmente no Norte da África ou na Itália). Notem como a terra seca forma uma crosta nas rodas, soleira e partes interiores da carroceria, acumulando-se.

Qual verniz usar? É necessário preceder o deposit com verniz fosco.

Streaking

Esse nome metido à besta quer dizer “escorrido”. É normal, principalmente em construções, veículos e navios, haver marcas de escorrimento de água, sujeira, lama, ferrugem ou mesmo acúmulos de sal.

O streaking é uma tinta mais concentrada que deve ser pintada em movimentos geralmente verticais. Após um tempo de aplicação, com um pincel chato, serrilhado ou redondo levemente umedecido no thinner do streaking, remove-se aos poucos a tinta. Após uma nova camada de verniz, o processo é repetido quantas vezes forem necessárias. Vale notar que em carros e aviões, os streakings causados por vazamentos de combustível e óleo seguem na diagonal e muitas vezes seguem o próprio comprimento do modelo, dadas as altas velocidades.

O SS Duke of Lancaster abandonado mostra o efeito dramático do streaking no casco e superestrutura. Nesse caso, temos tanto o da ferrugem, quanto o de sujeira e de sal(esses, mais sutis)

Qual verniz usar? Para manter um certo controle da remoção do streaking, o melhor jeito de se preparar a superfície é com verniz acetinado. O uso de verniz fosco atrapalharia muito na hora de suavizar o efeito e o verniz brilhante teria o efeito inverso, sendo o streaking  removido por completo contra nossa vontade.

Conclusão

Weathering não é uma ciência simples e nem exatade se aprender da noite para o dia. Com a infinidade de produtos no mercado, é muito fácil perder-se. Saber sobre como é o comportamento químico de tintas e vernizes, além da natureza do surgimento de cada tipo de desgaste é tão importante quanto conhecer a base apropriada para um weathering.


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About the Author

Engenheiro de computação formado na UFES e com diversos cursos na área de redes e tráfego de dados, absolutamente louco por carros, aviões, trens, tanques, caminhões, história e estratégia. É o braço técnico da UdK.



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